03/01/2018

FILMES | O Rei do Show (2017)

Quando foi a ultima vez que você foi ao circo?

Eu me lembro de ter ido algumas vezes, quando era criança. Aquela atmosfera mágica, cheia música, luzes, cores e acrobacias... A figura clássica do palhaço, arrancando risadas da platéia... Os trapezistas rodopiando em malabares lá no alto e os motociclistas arriscando a vida no globo da morte... Sempre achei isso tudo fantástico! Eu só não esperava redescobrir essa mesma atmosfera maravilhosa dentro de uma sala de cinema.

"O Rei do Show", musical biográfico dirigido por Michael Gracey.

Chegando aos cinemas brasileiros em 25 de Dezembro, "O Rei do Show" (The Greastest Showman, 2017) é um filme musical biográfico com direção de Michael Gracey e roteiro de Jenny Bicks e Bill Condon. O longa narra a vida e a trajetória de Phineas Taylor Barnum, um dos maiores empresários no ramo do entretenimento norte-americano e, também, o idealizador do circo como conhecemos nos dias de hoje.

Repleto de músicas emocionantes e coreografias expressivas, o filme nos transporta já na sequência inicial para as origens da atmosfera circense, um mergulho profundo na Nova York dos anos 1830.

Phineas T. Barnum (Hugh Jackman) é um homem jovem e com a cabeça cheia de sonhos. Depois de perder seu emprego em uma firma, ele decide apostar todas as suas fichas ao realizar um empréstimo bancário para comprar um museu antigo. Com a ajuda de sua esposa, Charity (Michelle Williams), e de suas duas filhas, Barnum acaba se tornando o primeiro e mais famoso showman da história ao inaugurar uma casa de entretenimento totalmente focada em... digamos, "pessoas exóticas".

P. T. Barnum (Jackman) e a trupe do Circo Barnum.

Decidido a abrir as portas de seu show para todo o tipo de bizarrices, P. T. percorre a cidade recrutando todos os deslocados sociais, desde a mulher-barbada (Keala Settle) até o homem mais pesado do mundo (Daniel Everidge). E assim, a ideia que tinha tudo para ser um precário negócio se transforma numa das mais visitadas e lucrativas opções de entretenimento popular da grande maçã, na década de 1830.

O sucesso do espetáculo só aumenta quando P. T. conhece Phillip Carlyle (Zac Efron), um jovem dramaturgo da alta sociedade que decide somar forças ao Circo Barnum. E assim, a trupe dos excluídos vai conquistando seu espaço, chegando mesmo a se apresentar diante da Rainha Vitória, na Inglaterra, tornando o sucesso de Phineas Taylor Barnum cada vez mais evidente.

Mas será que é possível alcançar fortuna e sucesso sem perder nossa verdadeira essência? Até onde vale a pena perseguir um sonho? Afinal, quanto mais alto o voo, maior a queda.

Phillip Carlyle (Efron) encantado pela trapezista Anne Wheeler (Zendaya).

"O Rei do Show" é, antes de mais nada, um filme sobre (um milhão de) sonhos. Com certeza, em algum momento da vida, você já se perguntou em que parte do caminho ficaram seus sonhos e esperanças, talvez por falta de oportunidades ou mesmo por medo do fracasso. No longa, quase todos os personagens se identificam com essa mesma realidade.

Marcado pela atmosfera musical, o filme recria a trajetória de P. T. Barnum de forma bastante romanceada, beirando o conto-de-fadas. A ideia do "sonho americano" está bem presente em todo o roteiro. O próprio Phineas Taylor vivencia uma infância sofrida e cheia de perdas, e sua trajetória é marcada por uma sucessão de portas fechadas antes do primeiro grande acerto, tudo isso sempre explicito em canções que falam sobre a importância de perseguir um sonho, acreditar em si mesmo e lutar por nossos ideais.

O filme também reforça bastante o discurso sobre tolerância e o respeito pelo que é diferente. Em vários momentos, eu me peguei emocionado com o sentimento e a interpretação do elenco nos ganchos musicais. 

Bastidores de "O Rei do Show", sob o comando do australiano Michael Gracey.

Essa é a estreia de Michael Gracey como diretor. Até então envolvido em outras produções como assistente de direção e montagem, o cineasta australiano traz consigo uma extensa bagagem no campo dos efeitos especiais, algo que se reflete em boas fusões nas cenas de cotidiano dos personagens. Contudo, em algumas cenas,

A trilha sonora, muito empolgante por sinal, fica por conta de John Debney. Destaque para "This is Me", interpretada por Keala Settle (a mulher barbada), canção vencedora do Globo de Ouro de melhor canção original. Já as sequências coreografadas ficam por conta de Ashley Wallen, que fez uma excelente trabalho com Zendaya e Zac Efron, em "Rewrite The Stars".

Com um elenco comprometido e um roteiro musical e apaixonante, "O Rei do Show" é um filme que fala direto ao coração do espectador, emocionando e divertindo na medida certa. Se você está em busca de uma história inspiradora, recomendo fortemente que você assista e que procure a trilha sonora no Spotify (eu mesmo fiquei a semana toda cantando as músicas do filme, haha).


Título: O Rei do Show (The Greatest Showman)
Gênero: Drama, Biografia, Musical
Ano: 2017
Distribuição: 20th Century Fox 
Direção: Michael Gracey
Elenco: Hugh Jackman, Michelle Williams, Rebecca Ferguson, Zac Efron



"A mais nobre das artes é fazer as pessoas felizes."

P. T. Barnum.

4 comentários:

  1. Oi, meu amigo!

    Fico feliz em ver mais uma resenha por aqui. O filme parece mesmo ser visualmente encantador e pelo o que entendi, a história em si é bem motivadora. Eu até diria que gostaria de ver nos cinemas, mas não tenho presença de espírito para ver musicais. Mas me sinto por satisfeita por ter lido sua resenha. Parabéns pela matéria! ❤️

    Beijão, Cris!
    Catarse Literária

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    Respostas
    1. Oi Cris!

      Ah, que pena que você não gosta de musicais. O filme é muito emocionante e envolvente! Talvez, se você der uma chance, você possa descobrir que gosta de musicais, afinal. :)

      Obrigado pela visita!
      Beijos

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  2. Oi Thiago, amei esse filme! E como todo filme que amo muito acabo não fazendo a crítica dele. Agora, não preciso mais fazer a minha porque você já disse tudo. Excelente crítica, meu amigo. Por isso cobro sempre que você faça mais resenhas e críticas no Leitor Preguiçoso.
    Beijos,
    André | Garotos Perdidos

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    Respostas
    1. Oi André!

      Eu fiquei apaixonado pelo filme, estou com a trilha tocando aqui neste momento, haha! Fico feliz que você tenha gostado, isso me inspira a continuar escrevendo! Acho que 2018 vai ser uma excelente oportunidade para isso! :)

      Nos vemos em breve, meu amigo!
      Grande abraço!

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Ser um leitor preguiçoso é curtir uma boa narrativa todos os dias, sem pressa de acabar, e deixar que aquela história te preencha e faça parte de você, mesmo depois que a leitura já tiver terminado.




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